O que estamos perdendo quando tudo vira digital Existe uma pergunta que tem ecoado muito na minha cabeça nos últimos meses: o que estamos perdendo quando tudo vira digital? Não estou falando de tecnologia, até porque eu mesma construí boa parte da minha carreira dentro dela. Vivo do digital, ensino pessoas a se posicionarem nas redes e acredito profundamente no poder das ferramentas online. Mas, ao mesmo tempo, tenho observado um movimento silencioso que talvez ainda não este
Quando a vida continua… e a ausência também Por Candice Galvão – Psicóloga Histórias recentes reacendem uma verdade difícil: o luto não interrompe a vida, ele nos atravessa enquanto tudo segue acontecendo. Nos últimos dias, duas histórias tocaram o país de formas diferentes, mas atravessadas por um mesmo sentimento: o luto. De um lado, Ana Paula Renault vivendo um momento de conquista e visibilidade, enquanto enfrenta, ao mesmo tempo, a dor da perda do pai. De outro, Tadeu Sc
Amizade feminina: vínculos que acolhem, sustentam e transformam Por Candice Galvão Em meio à rotina intensa e às múltiplas exigências que atravessam a vida das mulheres, a amizade feminina se revela como um espaço essencial de cuidado emocional. Mais do que encontros, esses vínculos representam pausas possíveis, lugares onde é permitido ser, sem a necessidade constante de dar conta de tudo. Na perspectiva sócio-histórica cultural, entendemos que nos constituímos nas relações.
Estar acompanhada não é o mesmo que se sentir conectada Por Candice Galvão – Psicóloga Nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão solitários. Há pessoas cercadas de contatos, compromissos e conversas, mas que ainda assim sentem um vazio difícil de explicar. Uma solidão que não aparece nas fotos nem nas redes sociais. Essa solidão não vem necessariamente da falta de companhia, mas da ausência de vínculos onde seja possível existir com autenticidade. Estar com alguém
Nunca foi tão fácil ocupar um lugar, e tão comum não saber sustentá-lo. Existe uma distorção acontecendo no mercado, e ela está sendo normalizada. Nunca foi tão fácil ocupar um lugar de fala. E, ainda assim, nunca foi tão comum não saber o que fazer com ele. A estética resolveu quase tudo, o discurso pronto completa o restante e, de repente, temos especialistas sendo formados em tempo recorde. O problema é que parecer preparado não é a mesma coisa que estar. O digital criou u
Por que se colocar em primeiro lugar ainda dói tanto? Por Candice Galvão – Psicóloga Para muitas pessoas, especialmente mulheres, dizer “não” ainda vem acompanhado de culpa. Um incômodo interno que surge mesmo quando o limite é legítimo, necessário e saudável. Como se se priorizar fosse, automaticamente, um ato de egoísmo. Essa culpa não nasce do nada. Ela é construída ao longo da vida em relações que reforçam a ideia de que ser boa é ser disponível, compreensiva, flexível, m