Conta de luz terá reajustes de até 15% e impacta mais de 22 milhões de consumidores
- Redação
- 23 de abr.
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Aumentos aprovados pela Aneel variam conforme a distribuidora e refletem custos do setor elétrico
A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, com impacto direto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país.
Os índices médios variam entre 5% e 15%, dependendo da área de atuação de cada concessionária.
O que motivou os reajustes
De forma geral, os aumentos foram impulsionados por fatores estruturais do setor, como:
encargos setoriais;
custos com compra de energia;
despesas com transmissão.
Esses componentes fazem parte da composição tarifária e são revisados periodicamente, conforme previsto nos contratos de concessão.
Destaques entre as distribuidoras
Entre as empresas com maior impacto:
A CPFL Santa Cruz registrou o maior reajuste, com aumento médio de 15,12%;
A Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78%;
A Coelba apresentou alta média de 5,85%.
Caso do Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, a Neoenergia Cosern teve reajuste médio de 5,40%.
Esse índice foi reduzido por meio do chamado diferimento tarifário mecanismo que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros, suavizando o impacto imediato na conta do consumidor.
Outros reajustes relevantes
Também foram registrados aumentos em outras distribuidoras:
CPFL Paulista: 12,13%
Energisa Mato Grosso do Sul: 12,11%
Energisa Mato Grosso: 6,86%
Energisa Sergipe: 6,86%
Tendência para 2026
A Agência Nacional de Energia Elétrica projeta uma alta média de cerca de 8% na conta de luz ao longo de 2026, índice acima da inflação.
A conta de energia segue como um dos principais pontos de atenção na economia, devido ao impacto direto no orçamento das famílias e nos custos de produção.









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