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Companhia Deborah Colker apresenta em Natal nova versão de “A Sagração da Primavera” com identidade brasileira

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 16 de set.
  • 3 min de leitura

Espetáculo estreia no Teatro Alberto Maranhão nos dias 14 e 15 de outubro, unindo música clássica, ritmos brasileiros e cosmogonias indígenas e bíblicas


Companhia Deborah Colker em cena: música de Stravinsky ganha ritmos brasileiros e cenografia com 170 bambus de 4 metros. | Foto: Divulgação
Companhia Deborah Colker em cena: música de Stravinsky ganha ritmos brasileiros e cenografia com 170 bambus de 4 metros. | Foto: Divulgação

A Companhia de Dança Deborah Colker apresenta em Natal, nos dias 14 e 15 de outubro, o espetáculo “Sagração”, no Teatro Alberto Maranhão. A obra é uma releitura de “A Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky, que mistura a música clássica do compositor russo com ritmos brasileiros e narrativas inspiradas em cosmogonias indígenas, tradições bíblicas e referências científicas.


Estreada em março deste ano no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a montagem foi criada ao longo de dois anos e meio e traz direção e dramaturgia de Deborah Colker, direção musical de Alexandre Elias e cenografia de Gringo Cardia. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, Petrobras e Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


“Durante esses anos, assistimos e participamos de muitas transformações na cultura, na política e na economia. Chegamos até aqui porque temos este espírito de evolução, que é um tema muito precioso para o novo espetáculo”, afirma João Elias, diretor executivo da companhia.



A pesquisa para “Sagração” incluiu viagens de Deborah Colker ao Xingu, onde a coreógrafa conheceu mitos contados pelo cineasta indígena Takumã Kuikuro. Uma das histórias incorporadas à dramaturgia narra como o povo do chão recebeu o fogo do Urubu Rei.


Nova versão


A montagem também revisita passagens do “Gênesis”, com cenas sobre Eva, a serpente e Abraão, analisadas em parceria com o rabino e escritor Nilton Bonder. “São dois mitos que elaboram sobre a consciência humana: pela autonomia de uma mulher que desperta para caminhos interditados e de um homem que sai da sua casa e cultura em direção a si mesmo”, diz Bonder.


Espetáculo revisita o clássico de Stravinsky a partir de mitologias indígenas, bíblicas e da ciência. | Foto: Divulgação
Espetáculo revisita o clássico de Stravinsky a partir de mitologias indígenas, bíblicas e da ciência. | Foto: Divulgação

Além das cosmogonias, Deborah buscou referências na biologia e na evolução da espécie humana, inserindo no palco personagens que simbolizam bactérias, herbívoros e quadrúpedes. “Nossa dramaturgia é feita da poesia presente em mitos e teorias que pensam a existência da vida em nosso planeta”, explica a coreógrafa.


A trilha sonora mantém a partitura de Stravinsky, mas incorpora a sonoridade das florestas e a força dos ritmos brasileiros, como boi bumbá, coco, afoxé e samba. Os arranjos acrescentam instrumentos como flauta de madeira, maracá, caxixi, tambores e paus de chuva, tocados também pelos bailarinos durante a apresentação.


Releitura de “A Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky, mistura a música clássica do compositor russo com ritmos brasileiros e narrativas inspiradas em cosmogonias indígenas, tradições bíblicas e referências científicas. | Foto: Divulgaçã
Releitura de “A Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky, mistura a música clássica do compositor russo com ritmos brasileiros e narrativas inspiradas em cosmogonias indígenas, tradições bíblicas e referências científicas. | Foto: Divulgaçã

A cenografia reforça os temas de resistência e flexibilidade com 170 bambus de quatro metros de altura que compõem o espaço cênico. Os figurinos são assinados por Claudia Kopke, o desenho de luz por Beto Bruel e a fotografia por Flávio Colker.


Fundada em 1994, a Companhia Deborah Colker já realizou mais de duas mil apresentações em mais de 100 cidades de 35 países, alcançando um público superior a 4 milhões de pessoas.


Serviço

Companhia de Dança Deborah Colker

Local: Teatro Alberto Maranhão

Dias 14 e 15 de outubro. Terça e quarta.

Horário: 20h00.

Valores: de R$ 25,00 a R$ 120,00.

Classificação indicativa: 10 anos

Desconto Petrobras: 50% para a força de trabalho mediante apresentação do crachá funcional para a compra de até 2 ingressos.

Desconto Instituto Cultural Vale: 50% para a força de trabalho mediante apresentação do crachá funcional para a compra de até 2 ingressos.

Atenção: O espetáculo contém luzes intensas e efeitos que podem afetar pessoas com epilepsia ou sensibilidade à luz.


Acessibilidade para deficientes visuais: Audiodescrição em todas sessões.

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