Defesa de mulher agredida por empresário pede cautela na divulgação do caso
- Redação
- há 2 horas
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A defesa de mulher agredida por empresário pediu responsabilidade à imprensa e ao público na divulgação de informações e nos comentários sobre o caso envolvendo Pedro Câmara Gurgel Gadelha, que ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Em nota divulgada após a prisão preventiva do empresário, os advogados afirmaram que a vítima está recebendo assistência jurídica e acompanhamento durante o processo, além de destacarem a importância de preservar a intimidade e a integridade física e emocional dela.
Pedro Gadelha foi preso em flagrante no sábado (29), após a mulher registrar um boletim de ocorrência relatando ter sido agredida. O caso aconteceu nas proximidades da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Após audiência de custódia realizada na noite desse domingo (30), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O processo tramita sob sigilo de Justiça.
A repercussão aumentou após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que a mulher aparece chorando e afirma ter sido agredida pelo empresário. Nas imagens, os dois estão em uma estrada próxima à Lagoa do Bonfim, acompanhados por outras pessoas que tentam entender a situação e prestar apoio à vítima.

No vídeo, o empresário tenta convencê-la a retornar para casa com ele. A mulher, bastante abalada, se recusa e reafirma que teria sido agredida. Ela também diz que não seria a primeira ocorrência e menciona a existência de imagens no celular que poderiam comprovar uma situação anterior. As alegações serão apuradas pelas autoridades competentes.
Na nota, a defesa afirmou que sua atuação é “estritamente técnica” e tem como objetivo proteger os direitos da vítima e apresentar ao processo os elementos considerados relevantes. Os advogados também ressaltaram que a atuação ocorre em respeito às atribuições do Ministério Público, à independência do Poder Judiciário e ao devido processo legal.
A defesa também chamou atenção para as características do chamado ciclo da violência, que, segundo a nota, pode envolver “controle, manipulação, ameaças, medo e enfraquecimento emocional”. Os advogados afirmaram que julgamentos precipitados, exposição indevida e culpabilização podem ampliar o sofrimento da vítima e afastar outras mulheres da rede de proteção.
“Solicitamos à imprensa e ao público responsabilidade na divulgação das informações e nos comentários, especialmente para preservar a intimidade da vítima”, diz a nota.
Ao final do posicionamento, a defesa afirmou que os fatos continuarão sendo investigados pelas autoridades e pediu que a sociedade acolha e proteja a mulher. “À sociedade cabe acolher e proteger a vítima, jamais julgá-la”, declarou.
Após a audiência de custódia, Pedro Gadelha permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça. Como o processo está sob sigilo, não há, até o momento, informações públicas sobre o conteúdo da decisão judicial que determinou a manutenção da prisão.









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