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Família pede punição rigorosa após morte de jovem internada em UPA de Natal

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, morreu após complicações decorrentes de suposta troca de medicação durante atendimento


Família pede punição rigorosa após morte de jovem internada em UPA de Natal

A família de Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, cobra punição rigorosa e afirma que irá judicializar o caso após a morte da jovem, ocorrida nesta segunda-feira (5), em Natal. Gabriely estava internada desde dezembro com sequelas graves após uma suposta troca de medicação durante atendimento na UPA Potengi, na zona Norte da capital.


Em entrevista ao g1 RN, a avó da jovem, Maria Soares de Melo, relatou o sofrimento da família e pediu responsabilização dos envolvidos. “Ir para uma UPA em busca de cuidado médico, chegar andando e voltar dentro de um caixão é muito doloroso. Quero uma punição rigorosa. Que seja judicializado e que todos saibam o que estamos sofrendo”, afirmou.


Segundo a família, o impacto da morte causou comoção generalizada. “Desde a notícia, a família inteira está abalada. Ninguém esperava que isso acontecesse”, disse a avó. Gabriely era indígena da etnia Potiguara e, de acordo com familiares, o caso foi comunicado a órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A jovem procurou atendimento médico no dia 17 de dezembro, após apresentar sintomas persistentes de gripe e tosse por cerca de 30 dias.


Conforme o relato do atendimento, a médica de plantão prescreveu um expectorante e o succinato sódico de hidrocortisona, um corticoide. No entanto, na sala de medicação, Gabriely teria recebido três ampolas de succinilcolina, um relaxante muscular usado em procedimentos de intubação, em vez do medicamento prescrito.


Logo após a aplicação, a jovem apresentou quadro de anestesia e sofreu uma parada cardíaca. Ela foi reanimada por cerca de 20 minutos, intubada e transferida para a UTI do Hospital Rio Grande, onde permaneceu internada até a confirmação do óbito.


Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a causa da morte foi choque decorrente de infecção severa (sepse). A pasta afirmou ainda que os servidores envolvidos foram afastados e que uma sindicância administrativa está em andamento para apuração dos fatos.


Segundo a SMS, os Conselhos Regionais de Enfermagem e Farmácia também realizam investigações paralelas. Após a conclusão da sindicância, será instaurado um Processo Administrativo, com acompanhamento dos órgãos competentes.

 
 
 

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