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Filha de Elize Matsunaga deixa o Brasil aos 16 anos após novo filme da Netflix sobre o crime

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Filha de Elize Matsunaga é autorizada pela Justiça a viajar após novo filme da Netflix sobre o caso
Filha de Elize Matsunaga deixa o Brasil aos 16 anos após novo filme da Netflix sobre o crime. Foto: Reprodução, Netflix / Purepeople

Adolescente vive com os avós paternos, não mantém contato com a mãe por determinação judicial e recebeu autorização para viajar durante as férias escolares.


A estreia de “Elize: Sombras de Uma Mulher”, novo filme da Netflix inspirado no caso de Elize Matsunaga, voltou a colocar a história entre os assuntos mais comentados do país. Com isso, também cresceu a curiosidade do público sobre a vida da filha de Elize Matsunaga com Marcos Kitano Matsunaga, que hoje tem 16 anos e vive sob os cuidados dos avós paternos.


A adolescente foi autorizada pela Justiça de São Paulo a realizar duas viagens internacionais durante o período de férias escolares. A decisão foi concedida em maio, em um processo que tramita sob segredo de Justiça.


A primeira viagem teve como destino Londres, na Inglaterra, entre os dias 29 de junho e 19 de julho. Na ocasião, a jovem esteve acompanhada por uma pedagoga. Em seguida, a Justiça também autorizou uma viagem para Punta Cana, na República Dominicana, entre os dias 21 e 30 de julho, desta vez ao lado da avó paterna, Misako Matsunaga.


O caso voltou a ganhar repercussão após o lançamento da produção da Netflix, em 22 de julho. O filme reacendeu o interesse do público sobre os desdobramentos da história que chocou o Brasil em 2012 e sobre como a adolescente foi criada após a prisão da mãe.

Desde então, Helena vive com os avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga. A guarda permanece com a família do pai, que tem buscado preservar a privacidade da jovem e mantê-la afastada da exposição pública.


Elize Matsunaga segue impedida de visitar ou manter contato com a filha por determinação judicial. O avô paterno já afirmou que uma eventual reaproximação deverá ser uma decisão da própria adolescente quando ela atingir a maioridade.


Durante o período em que esteve presa, Elize escreveu cartas destinadas à filha. Parte desses relatos foi publicada no livro “Piquenique no Inferno”. Em um dos trechos, ela afirmou esperar pelo perdão da adolescente.


“Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável”, escreveu.


Em outra passagem, Elize declarou que não desistiria de tentar reconstruir o vínculo com a filha. Segundo informações atribuídas ao jornalista Ullisses Campbell, autor de livro sobre o caso, a adolescente teria demonstrado, aos 14 anos, interesse em reencontrar a mãe biológica. A aproximação, no entanto, não aconteceu.


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