Maus-tratos a animais disparam no RN e casos crescem mais de 40% em um ano
- Redação
- há 4 dias
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Os registros de maus-tratos a animais no Rio Grande do Norte tiveram um aumento expressivo entre 2024 e 2025, acendendo um sinal de alerta para autoridades e entidades de proteção animal. Dados oficiais apontam que o número total de ocorrências subiu de 244 casos em 2024 para 343 em 2025, representando um crescimento superior a 40% no período.
De acordo com o levantamento que mostra que os maus-tratos a animais disparam no RN e casos crescem mais de 40% em um ano, os episódios que resultaram na morte de cães e gatos somaram 75 registros em 2025. Isso significa que, em média, um animal morreu no estado a cada quatro dias. Em 2024, esse tipo de ocorrência havia alcançado 99 casos.
Ainda em 2025, foram contabilizados três registros de violência praticada durante experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, mesmo quando associadas a fins didáticos ou científicos — prática considerada crime pela legislação brasileira.
Especialistas e defensores da causa animal reforçam que situações de violência, abandono ou negligência devem ser denunciadas. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) classifica os maus-tratos como crime, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão, especialmente após o endurecimento da legislação nos últimos anos.
Mobilização por justiça
Diante do aumento dos casos, movimentos da sociedade civil têm se articulado por meio de manifestações públicas para cobrar justiça e políticas mais efetivas de proteção animal. Em Natal, um grupo popular convoca a população para um ato neste domingo, 1º de fevereiro, em defesa dos animais e contra a impunidade.
“Por quem não teve voz. Por quem só sabia amar”, diz o chamado do movimento, que destaca a importância da mobilização coletiva. Com o lema “Natal está junto por justiça”, o ato presta homenagem às vítimas de violência e convida a população a ocupar as ruas.
Serviço:Praça da Árvore – MirassolConcentração às 15hCamisa preta
Caso Orelha ganha repercussão internacional
A indignação com episódios de violência contra animais também ultrapassou as fronteiras do país. A morte do cachorro comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, teve repercussão na imprensa internacional, principalmente em veículos voltados ao público hispanofalante.
O animal era cuidado por moradores da região, que garantiam alimentação, acompanhamento veterinário e abrigo. No início de janeiro, ele foi vítima de agressões e não resistiu, falecendo durante atendimento veterinário. A Polícia Civil investiga quatro adolescentes suspeitos de participação no crime.
Para ativistas, situações como a de Orelha reforçam a urgência de denúncias, punições rigorosas e ações educativas voltadas ao respeito à vida animal. “O Orelha não pode mais estar aqui, mas a luta continua através de nós”, destacam os organizadores do ato em Natal.











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