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MPF investiga venda irregular de Mounjaro no RN por redes sociais e plataformas digitais

Foto do escritor: Redação
Redação
há 47 minutos
2 min de leitura
Mounjaro no RN é alvo de investigação do MPF por venda irregular na internet
Inquérito apura anúncios e comercialização do medicamento sem retenção de receita, além de publicidade associada a uso estético e emagrecimento rápido.

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF-RN) abriu um inquérito civil para investigar a possível venda irregular de Mounjaro no RN por meio de redes sociais e outras plataformas digitais. O procedimento foi instaurado na sexta-feira (9) e busca identificar quem está por trás das ofertas e como os medicamentos chegam aos consumidores.


A investigação tem como foco a comercialização do Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, sem o controle exigido para a dispensação do medicamento. A apuração também envolve anúncios que associariam o produto principalmente a objetivos estéticos e à perda rápida de peso.


O procedimento teve origem em uma Notícia de Fato, posteriormente convertida em investigação civil preparatória. Com a abertura formal do inquérito, o MPF poderá ampliar as diligências para identificar perfis, páginas e responsáveis envolvidos na comercialização.


Venda de Mounjaro exige receita


A tirzepatida integra o grupo de medicamentos submetidos a regras específicas de prescrição e dispensação no Brasil. A Anvisa determina que medicamentos dessa classe sejam vendidos com retenção da receita médica, medida adotada para reforçar o acompanhamento profissional e reduzir riscos relacionados ao uso inadequado.


O Mounjaro é um medicamento injetável e seu uso deve ocorrer conforme indicação médica. A tirzepatida atua nos receptores GIP e GLP-1 e possui indicações aprovadas para determinadas condições relacionadas ao diabetes tipo 2 e ao controle crônico do peso.


A comercialização de medicamentos fora das exigências sanitárias, especialmente por canais digitais sem o devido controle, pode resultar em medidas administrativas e, dependendo das circunstâncias apuradas, repercussões nas áreas de defesa do consumidor e saúde pública.


MPF quer identificar vendedores e origem dos produtos


Entre os próximos passos da investigação estão a tentativa de identificar os responsáveis pelas contas e sites que realizam as ofertas e o rastreamento da cadeia de fornecimento dos produtos anunciados.


A apuração deverá verificar a origem dos medicamentos, a forma de comercialização e o cumprimento das normas sanitárias aplicáveis.


Caso sejam confirmadas irregularidades, o MPF poderá adotar medidas administrativas ou judiciais para interromper as práticas identificadas e responsabilizar os envolvidos, conforme o resultado da investigação.

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