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Veja as faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

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    Redação
  • há 3 dias
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Isenção para salários de até R$ 5 mil começa a valer em janeiro, com impacto percebido a partir de fevereiro


Veja as faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

A nova tabela do Imposto de Renda 2026 entrou em vigor em 1º de janeiro e traz mudanças significativas para milhões de brasileiros. O principal destaque é a isenção total do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além da redução gradual do imposto para rendas mensais de até R$ 7.350.


Apesar de a tabela tradicional do Imposto de Renda permanecer a mesma utilizada em 2025, a reforma criou redutores adicionais, que funcionam em conjunto com a tabela oficial e garantem os novos benefícios. Os efeitos práticos começam a ser percebidos nos salários pagos a partir de fevereiro, já que se referem aos rendimentos de janeiro.


As mudanças também terão impacto na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos do ano-calendário de 2026.


Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026

Com a nova regra, passam a ter isenção total do IR:

  • trabalhadores com carteira assinada;

  • servidores públicos;

  • aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;

desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.


Quem possui mais de uma fonte de renda poderá precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento individual fique abaixo desse valor.


Redução do imposto para quem ganha até R$ 7.350

Contribuintes com renda mensal entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terão desconto parcial e progressivo no imposto:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o benefício;

  • quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o desconto;

  • acima desse valor, não há redução.


A regra também se aplica ao 13º salário.


Tabela de isenção e redução mensal do IR – 2026

  • Até R$ 5 mil: redução de até R$ 312,89, zerando o imposto

  • De R$ 5.000,01 a R$ 7.350:Redução = R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal)

  • Acima de R$ 7.350,01: sem redução

Fonte: Receita Federal


Tabela mensal do Imposto de Renda – 2026 (para rendas acima de R$ 7.350)

  • Até R$ 2.428,80: isento

  • De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: 7,5% (dedução de R$ 182,16)

  • De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15% (dedução de R$ 394,16)

  • De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5% (dedução de R$ 675,49)

  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5% (dedução de R$ 908,73)


Mudanças na apuração anual do Imposto de Renda

A Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual:

  • isenção para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;

  • redução gradual para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200;

  • acima desse valor, não há desconto adicional.


O redutor anual é limitado ao valor do imposto devido e não gera imposto negativo nem restituição automática adicional.


Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes de alta renda:

  • rendimentos anuais acima de R$ 600 mil entram na regra;

  • alíquota progressiva de até 10%;

  • rendas acima de R$ 1,2 milhão por ano terão alíquota mínima efetiva de 10%.


A estimativa do governo é que cerca de 141 mil contribuintes sejam impactados. O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.


Tributação de dividendos

Outra mudança relevante é a tributação de dividendos:

  • alíquota de 10% na fonte;

  • aplicada apenas a dividendos acima de R$ 50 mil por mês;

  • valor pago por uma única empresa à pessoa física.


O imposto poderá ser compensado na declaração anual. A maioria dos investidores não será afetada.


Deduções que continuam valendo

Permanecem inalteradas as principais deduções:

  • dependentes: R$ 189,59 por mês;

  • desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;

  • educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;

  • declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.


Segundo o governo federal, cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados pelas mudanças. O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação sobre alta renda e dividendos.

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