Pesquisa no Japão apresenta resultados inéditos no tratamento do Parkinson com terapia celular
- Redação
- há 3 dias
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Estudo aponta aumento da dopamina e melhora nos sintomas após transplante de células
Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Kyoto trouxe novos avanços no tratamento da Doença de Parkinson ao demonstrar aumento da produção de dopamina no cérebro de pacientes após terapia celular.
O estudo, considerado um marco na medicina regenerativa, analisou sete pacientes que passaram por transplante de células e apresentou resultados positivos após dois anos de acompanhamento.
Técnica utiliza células reprogramadas
A pesquisa tem como base a descoberta do cientista Shinya Yamanaka, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 2012, que demonstrou a possibilidade de reprogramar células para um estado semelhante ao de células-tronco.
A partir dessa técnica, os pesquisadores transformam células comuns em neurônios produtores de dopamina — substância essencial para funções como movimento, atenção e memória, cuja redução está diretamente ligada aos sintomas da doença.
Procedimento busca restaurar função cerebral
Durante o tratamento, milhões dessas células são implantadas em uma região do cérebro chamada putâmen, responsável pelo controle motor. O objetivo é que passem a produzir dopamina de forma contínua, compensando a perda dos neurônios afetados.
Exames realizados após o procedimento indicaram aumento significativo da dopamina nas áreas tratadas.

Resultados mostram melhora nos sintomas
Os pacientes participantes, com idades entre 50 e 70 anos, apresentaram melhora média de cerca de 20% nos sintomas motores, com alguns casos chegando a até 50% de evolução.
Segundo especialistas, trata-se de um dos primeiros estudos a demonstrar viabilidade clínica consistente do uso de células-tronco no tratamento da doença.
Tratamento ainda está em fase de expansão
Apesar dos resultados promissores, a terapia ainda não representa uma cura para a Doença de Parkinson. A técnica, por enquanto, é indicada para pacientes em estágio mais avançado da doença e que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais.
Os pesquisadores planejam ampliar o estudo para cerca de 35 participantes e continuar o acompanhamento a longo prazo antes de uma possível aprovação para uso mais amplo.
Novo horizonte para a medicina
O avanço reforça o potencial da medicina regenerativa no desenvolvimento de tratamentos para doenças neurodegenerativas, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas no futuro.









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