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Policial penal é condenado a mais de 43 anos de prisão por latrocínios e assaltos em Natal

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 23 de set.
  • 2 min de leitura

Juíza também determinou perda de cargo e negou direito de recorrer em liberdade


O policial penal Victor Hugo de Souto Valença foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de latrocínio consumado e tentado e roubo majorado, cometidos em Natal durante a madrugada de 9 de julho de 2022. A decisão foi proferida pela juíza Ada Maria da Cunha Galvão, da 4ª Vara Criminal de Natal, que também estipulou 43 dias-multa no valor de R$ 1.737,20, determinou a perda do cargo público e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, justificando a decisão com base na “alta periculosidade e ameaça à ordem pública”.


Policial penal é condenado a mais de 43 anos de prisão por latrocínios e assaltos em Natal

A série de crimes teve início por volta das 2h04, quando Victor Hugo matou com oito tiros o motorista de aplicativo Marcelo Cavalcanti de Medeiros, retirou o corpo do carro, o jogou na rua e fugiu com o veículo da vítima, um Ford Ka. O crime ocorreu na Avenida Capitão-Mor Gouveia, em frente ao Terminal Rodoviário de Natal.


Poucos minutos depois, às 2h10, o policial penal tentou roubar um carro modelo HB20 na Rua Oiti, no Conjunto Cidade Satélite. A vítima conseguiu escapar dando ré no veículo, mesmo após ser alvo de ao menos três disparos que atingiram o automóvel.


Às 2h20, ele invadiu uma residência na Rua do Loureiro, também no Cidade Satélite, e atirou três vezes contra João Victor Queiroz Munai, de 21 anos. O jovem morreu horas depois no hospital. Durante a invasão, a mãe da vítima também foi baleada no braço. O policial obrigou o rapaz a ligar a própria moto para que ele pudesse fugir.


Na sequência, às 2h40, já no bairro Planalto, Victor Hugo abordou outra vítima na Rua Monte Rei e roubou uma caminhonete Mitsubishi Pajero azul, abandonando a moto anterior no local. O veículo foi encontrado posteriormente na Rua Ronaldo Pereira Shalon, também no Planalto.


No mesmo dia, à noite, ele foi preso em flagrante na cidade de Olinda (PE), acusado de praticar extorsão sob ameaça armada e restrição da liberdade da vítima. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, a sequência de crimes mostra um padrão de violência e desprezo pela vida humana.


Além da condenação penal, Victor Hugo também responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Secretaria de Administração Penitenciária. De acordo com a Corregedoria do Sistema Penitenciário, o réu apresentou um laudo de insanidade mental emitido pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), que o considerou inimputável. No entanto, a comissão responsável pelo PAD solicitou uma nova avaliação, após identificar inconsistências e pontos que necessitam de esclarecimentos.


A condenação judicial será levada em consideração no relatório final do processo administrativo. Até a conclusão do PAD, o policial penal permanece afastado de suas funções.


A decisão da juíza Ada Maria da Cunha Galvão teve repercussão entre servidores da segurança pública, dada a gravidade dos crimes e o envolvimento de um agente do sistema penitenciário. A magistrada destacou que a permanência de Victor Hugo em liberdade representaria “risco à ordem pública” e comprometeria a confiança da sociedade nas instituições públicas.


A defesa do réu ainda não se manifestou oficialmente sobre a sentença nem sobre a possibilidade de apresentar recursos às instâncias superiores.


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