Preço do peru sobe 13% e encarece cesta de Natal em 2025, aponta Fipe
- Redação
- 9 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Cesta natalina deve ficar até 4,53% mais cara; azeite é o único item com queda significativa

A ceia de Natal deste ano deve pesar mais no bolso das famílias brasileiras. De acordo com prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a cesta natalina tradicional pode ficar até 4,53% mais cara em 2025. Entre os principais responsáveis pela alta está o peru, alimento mais simbólico da época, com aumento de 13,62%, seguido pela azeitona (+12,53%) e pela caixa de bombom (+10,81%) — itens que costumam ser presença confirmada na mesa de dezembro.
O levantamento analisou 15 produtos, e apenas um apresentou queda: o azeite de oliva, com redução expressiva de 23,06%. Mesmo assim, itens populares, embora fora da cesta oficial da Fipe — como o chester, por exemplo — também registram alta. Só neste ano, o chester ficou 13,85% mais caro. Estimativas da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) apontam que proteínas como peru e chester devem subir em média 5,8% ao longo da temporada.
Segundo Mikelyson Góis, presidente da Associação dos Supermercados do RN (Assurn), o comportamento nacional deverá ser acompanhado pelo mercado potiguar, ainda que o ritmo esteja menor em relação ao ano passado. Em 2024, o aumento acumulado foi de 9,16%, quase o dobro desta previsão.
O economista Helder Cavalcanti explica que o reajuste obedece a fatores macroeconômicos e à lei da oferta e da procura, além das oscilações de preço típicas do fim de ano, quando há maior demanda.
Com o orçamento mais apertado, consumidores já buscam alternativas. A cuidadora Erineide dos Santos considera trocar o peru por proteínas mais baratas. Já a professora aposentada Filomena Maria afirma que tem pesquisado preços em diferentes supermercados da capital potiguar antes de definir o cardápio.
Além das aves, outros produtos também sofreram variação, como o filé mignon, que subiu 9,7%. Por outro lado, frutas e sobremesas tradicionais, como pêssego e sorvete, registraram queda, o que pode dar algum alívio na composição da ceia.
Mesmo com variações importantes, especialistas afirmam que a melhor estratégia continua sendo comparar preços, avaliar substituições e planejar as compras com antecedência, evitando o pico de demanda das últimas semanas de dezembro.









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