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Preços da carne e da cerveja sobem acima da inflação em um ano

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura


Alta impacta consumo e leva potiguares a buscarem alternativas mais acessíveis

Os preços da carne e da cerveja, itens tradicionalmente associados ao consumo cotidiano e ao lazer, registraram alta acima da inflação oficial entre março de 2025 e março de 2026. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 4,14% no período, a cerveja teve aumento de 6,06% e a carne bovina subiu 5,68% no país.

No Rio Grande do Norte, o cenário acompanha a tendência nacional, segundo a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte.

Consumidor adapta hábitos

Diante da elevação dos preços, consumidores têm ajustado o comportamento de compra, priorizando itens mais acessíveis e intensificando a pesquisa por melhores preços.

De acordo com o presidente da Assurn, Gilvan Mikelyson, há uma mudança significativa no consumo de carnes, com substituição de cortes mais nobres por opções mais econômicas, além da migração para proteínas como frango e carne suína.

A tendência também é observada no varejo. Estabelecimentos relatam maior procura por carnes de menor custo, mantendo a preocupação com a qualidade.

Alta nos custos de produção

O aumento no preço da carne é atribuído, principalmente, ao encarecimento da produção. Fatores climáticos, como períodos de seca e enchentes, impactaram a qualidade dos pastos e elevaram os custos para os produtores.

Outro fator relevante é o mercado externo. A valorização do dólar tem incentivado a exportação da carne, reduzindo a oferta no mercado interno e pressionando os preços.

Mudanças no mercado de bebidas

No caso da cerveja, a alta está associada a mudanças na estratégia da indústria, que reduziu incentivos e investimentos voltados à diminuição do preço final ao consumidor.

Além disso, há indícios de redução no consumo, influenciada por mudanças de comportamento, como a busca por hábitos mais saudáveis e a preferência por bebidas com menor teor alcoólico.

Tendência de consumo mais racional

Diante desse cenário, o consumidor tem adotado uma postura mais estratégica, priorizando promoções e avaliando melhor o custo-benefício antes de realizar compras.

A tendência reforça um movimento de adaptação ao contexto econômico, com impacto direto nos hábitos de consumo no estado.

 
 
 

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