Setor salineiro do RN pede acordo para evitar impactos da taxa de Trump
O setor salineiro do Rio Grande do Norte está em alerta e pede que o Governo Federal atue com urgência para adiar ou suspender a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, ameaça diretamente o segmento, que responde por 98% da produção de sal do Brasil e emprega milhares de potiguares.

Segundo o Setor salineiro do RN, um acordo é essencial para evitar impactos da taxa de Trump, que pode comprometer 4 mil empregos diretos no Semiárido potiguar e afetar toda a cadeia logística do Porto Ilha, em Areia Branca, responsável por 47% das exportações para os EUA.
O alerta foi feito em reunião com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Estiveram presentes o presidente do Siesal-RN, Airton Torres, o CEO da Salinor, Rafael Mandarino, e a representante da ABTP/Intersal, Cláudia Borges. Eles entregaram documentos técnicos e reforçaram a urgência de uma solução diplomática.
O pleito é para que a taxação seja retirada ou, no mínimo, adiada por 90 dias, a fim de garantir tempo hábil para negociações entre o governo brasileiro e os EUA. A governadora do RN, Fátima Bezerra, também enviou carta ao presidente Lula solicitando atuação intensiva.
Estudo da FIEMG aponta que a tarifa de 50% pode gerar prejuízo de R$ 175 bilhões ao PIB brasileiro em 10 anos, além de colocar 1,3 milhão de empregos em risco. Uma eventual retaliação do Brasil poderia elevar o impacto para R$ 259 bilhões e quase 2 milhões de postos de trabalho perdidos.
O setor salineiro do RN pede acordo para evitar impactos da taxa de Trump não apenas por uma questão regional, mas como estratégia para preservar a indústria nacional e a balança comercial brasileira.









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