Crédito mais acessível e expectativa de queda dos juros impulsionam novo ciclo do mercado imobiliário em 2026
- Redação
- 15h
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Cenário econômico mais favorável pode ampliar demanda por imóveis, estimular lançamentos e atrair investidores ao setor

O mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 sob uma perspectiva mais favorável, impulsionada pela expectativa de redução gradual da taxa básica de juros (Selic) e por um ambiente de crédito imobiliário mais acessível. Analistas avaliam que a combinação desses fatores pode destravar a demanda reprimida, estimular novos lançamentos e reaquecer o interesse de investidores no setor.
Projeções econômicas indicam que a Selic, atualmente situada entre 14% e 15% ao ano, tende a recuar ao longo de 2026, podendo alcançar níveis próximos de 12% a 12,5%. Caso se confirme, esse movimento deve reduzir o custo dos financiamentos habitacionais, tornando a aquisição de imóveis mais viável para um número maior de famílias.
Mesmo diante de um cenário recente de juros elevados, o setor imobiliário tem demonstrado resiliência. Dados do mercado apontam a manutenção de lançamentos e vendas, especialmente em segmentos populares, sustentados por linhas de crédito habitacional e programas voltados à moradia de interesse social.
Para Paulo Motta, sócio-fundador da IMVester, o conjunto de fatores econômicos sinaliza o início de um novo ciclo de expansão. “A queda gradual da Selic, aliada à ampliação da oferta de crédito imobiliário, reduz o custo total dos financiamentos e amplia o número de compradores potenciais. Esse ambiente também reacende o interesse de investidores, tanto institucionais quanto pessoas físicas”, avalia.
Segundo Motta, a tendência é de retomada de decisões de compra que haviam sido adiadas em razão das condições financeiras menos favoráveis. “Há uma demanda reprimida importante, sobretudo no segmento de média renda, que costuma ser o mais sensível às oscilações da taxa de juros”, afirma.
O impacto da redução dos juros deve se refletir em diferentes frentes do setor. Com parcelas mais baixas e menor custo total dos financiamentos, o crédito imobiliário tende a se tornar mais atrativo, estimulando tanto a compra da casa própria quanto o investimento em imóveis como alternativa de proteção patrimonial.
Outro fator relevante é o avanço das estratégias comerciais e tecnológicas no setor. Empresas imobiliárias têm ampliado o uso de canais digitais integrados ao atendimento presencial, buscando facilitar a jornada do consumidor e acelerar os processos de compra e venda.
A expectativa predominante entre especialistas é de que 2026 marque o início de uma recuperação mais consistente da demanda imobiliária, com reflexos positivos sobre lançamentos, volume de vendas e acesso ao crédito.
“Não se trata apenas da queda dos juros”, resume Paulo Motta. “É a combinação entre política monetária, maior liquidez no sistema financeiro e retomada da confiança do consumidor que pode sustentar um novo ciclo de crescimento do mercado imobiliário”.







