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Danos estruturais causados pelo trem nas Quintas preocupam moradores

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 29 de mai.
  • 2 min de leitura

Casas nas Quintas sofrem danos estruturais causados pela passagem do trem



Danos estruturais causados pelo trem nas Quintas preocupam moradores
Foto: José Aldenir/Agora RN

Moradores da rua Rio Potengi, no bairro das Quintas, em Natal (RN), denunciam danos estruturais causados pelo trem que circula diariamente na linha férrea que atravessa a região, nas proximidades do grupamento de fuzileiros navais. As rachaduras nas casas aumentam a cada ano, segundo os residentes.


O principal motivo apontado é a vibração intensa provocada pela passagem do trem, que acontece cerca de 10 a 12 vezes por dia. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) declarou que os imóveis foram construídos dentro da faixa de domínio da ferrovia, que compreende 15 metros para cada lado da linha, e que já existe uma ação civil pública pedindo a remoção das construções irregulares.


Henrique Baracho, morador da rua há 25 anos, relatou rachaduras de até 5 centímetros em sua residência. Já Silvana Azevedo afirma que a alta velocidade dos trens agrava o problema. “O trem passa como se não tivesse casa. A casa treme, o chão treme”, descreve.

Outro morador, Francisco Domingos Siqueira, que vive há mais de 40 anos no local, relata que os danos estruturais causados pelo trem se intensificaram recentemente. Ele já precisou fazer vários reparos por conta própria.


Teresinha Borges também compartilha do mesmo drama. Mesmo após duas reformas, as rachaduras voltaram. “Quando terminei de pagar o pedreiro, abriu novamente”, lamenta.


Em nota, a CBTU informou que não recebeu reclamações formais sobre rachaduras fora da faixa de domínio, mas reconhece que as casas próximas à linha férrea são suscetíveis a esses danos. A companhia afirma ainda que tem notificado moradores sobre a proibição de construções na faixa operacional e reforça que existe uma ação judicial em curso, movida pelo Ministério Público Federal, com a participação da União e Prefeitura de Natal, que visa remover as residências irregulares e garantir moradia alternativa aos afetados.


Moradores alegam que pagam IPTU e nunca foram informados sobre a irregularidade das construções. O caso segue em tramitação judicial, enquanto os danos estruturais continuam a preocupar as famílias que vivem às margens da ferrovia.

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