Homem morre vítima de raiva humana em Campina Grande após mordida de sagui
- Redação
- há 2 dias
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Paciente só procurou atendimento médico meses após o contato com o animal silvestre

Um homem morreu neste domingo (4) em Campina Grande, na Paraíba, após ser diagnosticado com raiva humana. A vítima havia sido mordida por um sagui no mês de setembro, mas não buscou atendimento médico na ocasião. A confirmação da morte foi feita pelo Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) e pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo informações da Vigilância em Saúde do município, o homem só deu entrada na unidade hospitalar no dia 13 de dezembro, cerca de três dias após o surgimento dos primeiros sintomas. O diagnóstico de raiva humana foi oficialmente confirmado em 22 de dezembro.
A identidade da vítima não foi divulgada. De acordo com a Secretaria de Saúde, todos os protocolos médicos para confirmação de morte encefálica foram rigorosamente seguidos, incluindo a realização de exame complementar por doppler transcraniano. A morte foi declarada às 11h30.
Quando chegou ao hospital, o paciente apresentava sintomas neurológicos graves, como confusão mental, agitação psicomotora, alteração do nível de consciência, aerofobia, dificuldade respiratória e queda na oxigenação do sangue.
Devido à rápida evolução do quadro, o homem desenvolveu insuficiência respiratória aguda associada à instabilidade neurológica, sendo necessário realizar entubação e iniciar ventilação mecânica invasiva. O estado clínico foi classificado como grave desde a internação.
Segundo o diretor de Vigilância em Saúde de Campina Grande, Miguel Dantas, o caso reforça a importância de procurar assistência médica imediatamente após qualquer contato agressivo com animais silvestres.
“Ele tentou alimentar um animal silvestre e foi mordido. Após isso, não procurou atendimento de saúde, o que é um erro grave. O tratamento pós-exposição deveria ter sido iniciado naquele momento”, alertou.
A raiva é uma doença viral grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, que acomete mamíferos, incluindo seres humanos. A infecção provoca inflamação no sistema nervoso central e apresenta letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas.
A transmissão ocorre principalmente por meio da saliva de animais infectados, através de mordidas, arranhaduras ou lambeduras em ferimentos ou mucosas. Embora cães e gatos possam transmitir a doença, o Brasil não registra casos de raiva humana por esses animais há quase uma década. Atualmente, os maiores riscos estão associados a animais silvestres, como morcegos e saguis.
Em situações de mordida ou arranhadura, a orientação das autoridades de saúde é lavar imediatamente o local com água e sabão em abundância e procurar atendimento médico o quanto antes, mesmo que não haja sintomas aparentes.
A prevenção rápida pode ser decisiva para evitar o desenvolvimento da doença, que, uma vez instalada, não possui cura eficaz.











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