top of page

Vítima de espancamento em elevador de Natal sofre novas ameaças e transforma dor em luta contra violência

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 3 horas
  • 1 min de leitura

A estudante Juliana Soares, de 35 anos, que foi brutalmente agredida com 61 socos dentro do elevador de um condomínio em Ponta Negra, Natal, revelou nesta quinta-feira (28) que voltou a ser ameaçada. Desta vez, pelas redes sociais, recebeu mensagens afirmando que levaria “121 golpes”, em clara referência ao crime ocorrido em 26 de julho.


Vítima de espancamento em elevador de Natal sofre novas ameaças e transforma dor em luta contra violência

O agressor, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, segue preso e responde na Justiça por tentativa de feminicídio. Apesar disso, as mensagens de ódio e intimidação continuam chegando, aumentando a sensação de insegurança da vítima.


Juliana afirma que as consequências vão além das lesões físicas. Ela desenvolveu sintomas de estresse pós-traumático e segue em acompanhamento psiquiátrico e psicológico. “Eu vivo em estado de alerta. É esperado depois de algo assim. Mas sigo lutando e me cuidando”, declarou em entrevista ao programa Encontro, da TV Globo.


Apesar do medo, ela afirma que decidiu transformar a violência em propósito de vida, atuando como voz de alerta para outras mulheres. “Não sou coitada. Sou sobrevivente. O amor não dói, não agride. Se há sinais contrários, é hora de se afastar, porque talvez não haja outra chance, como eu tive”, disse.


A estudante já participa de debates e rodas de conversa sobre violência de gênero, chamando atenção para o fato de que muitas mulheres não reconhecem as primeiras formas de agressão, que podem começar de forma sutil, com palavras ou atitudes de controle.


Agora, ela planeja retomar seus estudos e o trabalho, mas também dedicar tempo a projetos voltados para o enfrentamento à violência contra a mulher, ajudando outras vítimas a reconhecer sinais e buscar ajuda.

bottom of page