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Preço do material escolar sobe quase 16% em Natal, aponta pesquisa do Procon

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    Redação
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura
Preço do material escolar sobe quase 16% em Natal, aponta pesquisa do Procon

Levantamento realizado em janeiro de 2026 mostra que aumento supera em três vezes a inflação do período e revela grandes variações entre estabelecimentos


O custo do material escolar em Natal registrou um aumento médio de 15,7% em 2026, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Natal nesta sexta-feira (16). O levantamento foi realizado na primeira semana de janeiro em 23 estabelecimentos comerciais da capital potiguar, entre papelarias, livrarias, hipermercados, atacadistas e lojas de departamento, distribuídos pelas quatro zonas da cidade.


A pesquisa considerou um conjunto de 19 itens básicos da lista de material escolar. Em 2025, o custo médio desses produtos era de R$ 154,74. Neste ano, o valor subiu para R$ 179,08, representando um acréscimo de R$ 24,34. O percentual de reajuste é quase três vezes superior à inflação acumulada no período, conforme destacou o órgão de defesa do consumidor.


De acordo com o Procon Natal, os preços analisados correspondem ao período da coleta e podem variar conforme a demanda e a política comercial de cada estabelecimento. O órgão também esclarece que outros 20 produtos foram incluídos na pesquisa deste ano, mas não foi possível comparar a variação de preços por ausência de dados referentes a 2025.


Entre os itens que apresentaram os maiores reajustes estão o lápis grafite nº 2, cujo preço médio subiu 55%, passando de R$ 1,33 para R$ 2,94, e a caneta marca-texto, que teve aumento de 32%. Já o conjunto de canetas hidrográficas com 12 unidades e a resma de papel A4 registraram elevações mais moderadas, de 9% e 8%, respectivamente.


Além do aumento anual, o levantamento também identificou diferenças expressivas entre os preços praticados pelos estabelecimentos. Produtos como corretivo líquido, lápis de cor com 24 unidades e cola branca apresentaram variações superiores a 300% entre o menor e o maior valor encontrado, reforçando a importância da pesquisa de preços antes da compra.


O Procon Natal lembra que as instituições de ensino devem seguir as normas previstas na legislação ao solicitar materiais escolares. De acordo com a Lei Municipal nº 6.044/2010 e a Lei Federal nº 9.870/1999, apenas itens com finalidade pedagógica e previstos no plano de atividades podem ser exigidos. Materiais de uso coletivo são de responsabilidade das escolas, que também não podem impor marcas específicas nem obrigar a compra direta na instituição, prática considerada venda casada pelo Código de Defesa do Consumidor.


Como forma de reduzir os gastos, o órgão orienta os consumidores a comparar preços em diferentes lojas, reaproveitar materiais do ano letivo anterior, realizar compras coletivas e optar pela entrega fracionada dos itens ao longo do ano, medida permitida por lei. Guardar a nota fiscal também é fundamental para eventuais trocas ou reclamações.


Em caso de dúvidas ou denúncias, o consumidor pode procurar o Procon Natal, localizado na Rua Ulisses Caldas, nº 181, no bairro Cidade Alta, ou entrar em contato pelo e-mail procon.natal@natal.rn.gov.br.

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