Moradores convocam protesto contra presídio na Zona Norte de Natal nesta terça-feira (1)
- Redação
- há 13 horas
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Moradores da Zona Norte de Natal estão convocando uma manifestação para esta terça-feira (1º) contra a construção de uma nova unidade prisional no bairro Potengi. O ato está previsto para começar às 7h, no semáforo do Cartório do Igapó, na BR-101, e vem sendo mobilizado por meio das redes sociais.
O material compartilhado pelos organizadores apresenta a mobilização como um “Movimento Popular” e traz a frase “A Zona Norte não quer mais um presídio”. A convocação pede que moradores levem cartazes e convidem amigos, familiares e vizinhos para participar do protesto.
A reação popular ocorre em meio ao impasse sobre a continuidade da obra da nova Cadeia Pública do Potengi. A governadora Fátima Bezerra determinou a revogação da licitação após a repercussão negativa do projeto, mas o caso passou a ser discutido judicialmente.
Reportagens recentes apontam que a Justiça Federal determinou a continuidade da construção da unidade prisional, após ação envolvendo o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Rio Grande do Norte e o Sindicato dos Policiais Penais do Estado.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte também havia acionado a Justiça Federal para tentar garantir a manutenção do contrato. Entre os argumentos apresentados, está o risco de devolução de recursos federais caso a obra não seja executada dentro dos prazos estabelecidos.
A unidade prisional está prevista para a área do antigo Centro de Detenção Provisória do Potengi. A obra tem custo estimado em mais de R$ 8 milhões e envolve recursos federais vinculados ao projeto desde 2016.
Para os moradores contrários à instalação, a construção do presídio na Zona Norte de Natal amplia preocupações relacionadas à segurança, mobilidade, valorização da região e impacto na rotina das comunidades próximas. A manifestação desta terça-feira deve reforçar a pressão popular para que o Governo do Estado rediscuta o local escolhido para o empreendimento.
O caso segue em disputa institucional e mobiliza diferentes setores da sociedade, colocando em debate a necessidade de ampliação de vagas no sistema prisional e, ao mesmo tempo, as demandas da população da Zona Norte de Natal por participação nas decisões que afetam diretamente o território.









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