Shein é acusada de violações trabalhistas em fábrica na China
- Redação
- 5 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Relatório internacional revela jornadas abusivas e condições precárias

A gigante global do comércio eletrônico de moda, Shein, está no centro de uma grave polêmica após denúncias de violações trabalhistas em uma de suas fábricas na China. Um relatório divulgado em maio de 2025 por organizações internacionais de direitos humanos trouxe à tona condições insalubres, jornadas excessivas e outras irregularidades na unidade produtiva.
Segundo o documento, obtido por veículos da imprensa internacional, os funcionários trabalham mais de 12 horas por dia, muitas vezes sem pausas adequadas ou pagamento de horas extras, contrariando a legislação trabalhista chinesa. Também foram relatadas a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a retenção ilegal de documentos pessoais, prática que dificulta a saída dos trabalhadores da empresa.
As denúncias apontam que, desde o fim de 2024, houve aumento significativo na pressão por produtividade nas fábricas da Shein, motivado pela alta demanda global. O cenário teria agravado as condições já desfavoráveis dos trabalhadores, em meio a um contexto de baixa fiscalização e cadeias produtivas opacas, característica marcante da chamada moda rápida.
Organizações como a Business & Human Rights Resource Centre e a Clean Clothes Campaign estão monitorando o caso e alertam para a persistência de abusos no setor, que movimenta bilhões de dólares por ano.
Em resposta às acusações, a Shein divulgou uma nota oficial em 15 de maio de 2025, na qual afirma manter um código de conduta rigoroso para seus fornecedores e que já deu início a uma auditoria interna para apurar as denúncias.
A empresa não negou diretamente os fatos, mas declarou que “leva as alegações a sério” e que está comprometida com a melhoria contínua das condições de trabalho em sua cadeia produtiva.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou que está acompanhando de perto o desenrolar das investigações e reforçou a importância de garantir o respeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores, especialmente em setores com histórico de exploração.
Enquanto isso, as autoridades chinesas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, e cresce a pressão internacional — especialmente de consumidores na Europa, América Latina e Estados Unidos, mercados estratégicos para a marca.
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Global do Trabalho, 60% dos trabalhadores do setor têxtil asiático enfrentam jornadas abusivas e salários extremamente baixos. Para especialistas, o problema está na falta de fiscalização efetiva e na dificuldade de aplicar a legislação em ambientes produtivos terceirizados e distantes do controle das marcas.










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