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Coluna “Sessão de Terapia“ por Candice Galvão no Blog José Patrício | 11

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    Redação
  • há 5 dias
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Coluna “Sessão de Terapia“ por Candice Galvão no Blog José Patrício | 11

Por que se colocar em primeiro lugar ainda dói tanto?

Por Candice Galvão – Psicóloga


Para muitas pessoas, especialmente mulheres, dizer “não” ainda vem acompanhado de culpa. Um incômodo interno que surge mesmo quando o limite é legítimo, necessário e saudável. Como se se priorizar fosse, automaticamente, um ato de egoísmo.


Essa culpa não nasce do nada. Ela é construída ao longo da vida em relações que reforçam a ideia de que ser boa é ser disponível, compreensiva, flexível, mesmo às custas de si mesma. Aprende-se cedo que agradar mantém vínculos, enquanto frustrar pode gerar rejeição.


O problema é que, com o tempo, o “sim” constante deixa de ser escolha e passa a ser obrigação. E quando isso acontece, a pessoa começa a se afastar de si para manter o outro confortável. Aos poucos, surgem ressentimento, cansaço e uma sensação difusa de estar sempre devendo algo.


Na prática clínica, fica claro: dizer “não” não rompe relações saudáveis. O que se rompe, muitas vezes, são vínculos sustentados pela anulação de uma das partes. Limite não é agressão; é comunicação.


Aprender a dizer “não” é um processo de maturidade emocional. Envolve tolerar o desconforto inicial, lidar com a culpa aprendida e confiar que relações verdadeiras suportam frustrações.


Colocar-se em primeiro lugar não é abandonar o outro. É, antes, parar de se abandonar.

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