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Estado do Rio Grande do Norte tem aumento de internações por vírus respiratórios e Fiocruz alerta para avanço da SRAG

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    Redação
  • há 2 horas
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Estado do Rio Grande do Norte tem aumento de internações por vírus respiratórios e Fiocruz alerta para avanço da SRAG
Foto: Freepik

O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que o Estado do Rio Grande do Norte tem aumento de internações por vírus respiratórios. Segundo o levantamento, a tendência de alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está associada à maior circulação do vírus sincicial respiratório e da influenza. O cenário acompanha o período sazonal de circulação de vírus respiratórios e acende atenção para o avanço de casos de doenças respiratórias em todo o estado. Segundo o levantamento, com dados entre os dias 13 e 20 de maio, o aumento dos casos ocorre em todo o país e atinge diferentes faixas etárias. No caso do Rio Grande do Norte, o crescimento acompanha o cenário observado em outros 19 estados, com incidência classificada entre níveis de alerta, risco ou alto risco. A alta de SRAG está associada principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A. O rinovírus também tem contribuído para o aumento de hospitalizações, sobretudo entre crianças e adolescentes.


De acordo com a Fiocruz, o avanço da SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionado principalmente pelo VSR. Já entre crianças mais velhas e adolescentes, o rinovírus aparece como principal agente. Em adultos e idosos, a influenza A é a principal responsável pelo crescimento das internações.


A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta que, diante deste período de alta circulação de diversos vírus respiratórios, é essencial que as pessoas elegíveis se vacinem contra a influenza e o VSR. Portella alerta que as vacinas contra esses vírus reduzem as chances de desenvolvimento das formas graves da doença e de óbito.


“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, avisa.


Além disso, a pesquisadora recomenda a adoção de medidas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir e espirrar, evitar compartilhar utensílios de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas de gripe ou resfriado.


Os dados mais recentes mostram que, nas últimas quatro semanas analisadas, o VSR respondeu por 47,6% dos casos positivos, seguido por rinovírus (23,9%) e influenza A (22,4%). Os casos de Covid-19 seguem em baixa na maior parte do país.


Diante do aumento da circulação de vírus respiratórios, especialistas recomendam a ampliação da vacinação, especialmente contra influenza.


Segundo a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta entre grupos prioritários, como idosos e crianças. Até o momento, o estado aplicou pouco mais de 307 mil doses, com cobertura de 38,08% do público-alvo.


O estado já contabiliza 372 casos confirmados de influenza e 11 mortes em 2026, número superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.


A Fiocruz destaca que os meses de outono e início do inverno favorecem o aumento de doenças respiratórias, devido às variações de temperatura. Nesse período, há maior incidência de quadros como gripe, resfriado, asma, bronquite e pneumonia.


A recomendação inclui manter a vacinação em dia, adotar medidas de higiene, evitar contato próximo em caso de sintomas e buscar acompanhamento médico em casos persistentes.

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