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Indústria do RN registra maior queda do Brasil em julho, puxada pelo setor de petróleo e gás

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    Redação
  • 17 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Produção potiguar caiu 19,1% em relação a julho de 2024; desempenho do petróleo e gás impacta empregos, exportações e confiança do setor industrial


Os índices colocam o estado como líder negativo entre os 18 locais pesquisados pelo órgão. | Foto: Reprodução
Os índices colocam o estado como líder negativo entre os 18 locais pesquisados pelo órgão. | Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou em julho de 2025 a maior queda industrial do Brasil, com recuo de 19,1% na produção em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de janeiro a julho, a retração foi de 18,5%, enquanto nos últimos 12 meses a queda atingiu 14,7%. Os índices colocam o estado como líder negativo entre os 18 locais pesquisados pelo órgão.


O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de petróleo e gás, responsável por mais de 40% do PIB industrial potiguar, conforme a Tribuna do Norte. As atividades de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis – como o óleo diesel – apresentaram fortes recuos, afetando diretamente a indústria do estado.


Segundo Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), o cenário atual é mais desafiador que o de 2024. “A confiança do industrial, medida pelo ICEI, caiu de 60,6 pontos em janeiro de 2024 para 51,6 em julho deste ano, ficando abaixo da média histórica de 54 pontos”, afirmou.


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Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) reforçam a tendência. No primeiro trimestre, a produção em terra caiu 1,04% (28.155 barris a menos), e no mar o recuo foi ainda maior, de 36,59% (menos 111.186 barris).


O impacto já se reflete no emprego industrial formal, que caiu 13,8% entre 2024 e 2025. O setor de transformação foi o mais afetado, com mais de 1.059 demissões e saldo negativo de 676 vagas. Apesar disso, os royalties do petróleo cresceram 26,23% no período, somando R$ 173,8 milhões, sinal de que investimentos seguem em andamento.


Para Hugo Fonseca, secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec-RN), qualquer variação na produção de petróleo e gás afeta todo o setor industrial. “Isso corrobora com os dados de exportação, onde o óleo combustível não foi exportado em agosto, gerando queda de US$ 6,5 milhões na balança comercial”, destacou.


Recuperação no horizonte


Apesar da retração, a FIERN aponta sinais de recuperação pontual no RN. Em julho, a produção potiguar cresceu em relação a junho, embora siga em queda frente ao ano anterior. Houve também melhora na utilização da capacidade instalada e nas intenções de investimento.


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O governo estadual aposta na retomada a curto prazo. Segundo Hugo Fonseca, setembro será um mês decisivo. “Historicamente, a produção industrial cresce no segundo semestre. O resultado de setembro vai mostrar se a produção de petróleo e gás volta ao normal ou se há uma adequação estrutural no setor”, disse.

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