Trombose venosa profunda: número de casos cresce e exige atenção imediata
- Redação
- 11 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Dados atualizados apontam aumento da condição; angiologista e cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros reforça a necessidade de diagnóstico precoce e medidas preventivas
A trombose venosa profunda (TVP), caracterizada pela formação de coágulos nas veias profundas, especialmente nas pernas, tem registrado aumento nos últimos anos, tornando-se uma das condições vasculares mais preocupantes da atualidade. Estima-se que a TVP atinja de 1 a 2 adultos por mil ao ano, com risco de complicações graves, como embolia pulmonar e óbito.

Segundo a angiologista e cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros, a maior dificuldade está no fato de que a trombose muitas vezes evolui silenciosamente. “Muitos pacientes não apresentam sintomas até o momento em que já há uma complicação grave, como embolia pulmonar. O diagnóstico precoce é essencial para evitar esse desfecho”, afirma.
Os sinais clássicos da TVP incluem inchaço repentino em uma das pernas, dor local, vermelhidão, calor e sensação de peso. “São sintomas que às vezes o paciente ignora, acreditando se tratar de uma dor muscular comum ou má circulação. Por isso, é importante procurar avaliação médica ao notar alterações persistentes”, explica Ilana.
Nos casos mais graves, o coágulo pode se deslocar e atingir os pulmões, gerando um quadro de embolia pulmonar. Nesse cenário, surgem sintomas como dor torácica, falta de ar súbita, sudorese intensa e até desmaios.
De acordo com a especialista, os principais fatores de risco incluem: imobilização prolongada (viagens longas ou internações), cirurgias recentes, especialmente ortopédicas, uso de anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal, gestação e puerpério, obesidade, tabagismo e câncer, histórico familiar ou presença de trombofilia (condição genética ou adquirida que altera a coagulação).
O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de imagem, como o Doppler venoso, que analisa o fluxo sanguíneo e detecta obstruções nas veias. Exames laboratoriais podem ser solicitados para investigação de causas, como distúrbios de coagulação.
O tratamento é realizado com anticoagulantes, que evitam a progressão do coágulo e reduzem o risco de novas formações. Em alguns casos, o uso é temporário. Em outros, quando há trombofilia, pode ser prolongado.
“Nem todo paciente precisa de anticoagulante para sempre. Mas cada caso deve ser individualizado. O importante é equilibrar os riscos da trombose com os efeitos do medicamento”, alerta a médica.
A Dra. Ilana Barros reforça que pequenas atitudes no dia a dia podem reduzir significativamente o risco de formação de coágulos. As principais recomendações incluem: evitar longos períodos sentado ou deitado, fazer pausas para caminhar durante viagens de avião, ônibus ou carro, manter-se hidratado, controlar o peso e evitar o tabagismo, usar meias de compressão em casos indicados, procurar orientação médica antes de usar anticoncepcionais, especialmente se houver histórico familiar.
“A trombose é uma condição que pode ser prevenida em boa parte dos casos. O problema é que ainda há pouca informação e muito atraso no diagnóstico. Quanto mais as pessoas entenderem os sinais e fatores de risco, mais vidas serão salvas”, conclui a angiologista.
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